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Ruth Kishimoto Marubayashi

Texto de Mirian Marubayashi Hidalgo e Eliete Marubayashi




Ruth Kishimoto Marubayashi nasceu em 9 de dezembro de 1932, literalmente em meio à Educação. Nesse ano, seus pais, Koichi e Hagino Kishimoto, transferiram o Liceu Aurora (Gyosei Gakuen), de sua propriedade, que se localizava nas proximidades da Avenida Consolação para a instalação própria na Rua Miguel Isasa, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, capital. O Liceu recebia nikkeis do interior de São Paulo e de outros estados, que vinham à capital estudar o ginásio ou outros cursos. Foi lar para inúmeros nikkeis que se tornaram membros de destaque na sociedade. Era um pensionato, mas também tinha licença para funcionar como escola regular em português e japonês.

Formou-se no curso ginasial (atual ensino fundamental II) no Colégio Paulistano, em São Paulo, em 1948. Fez o curso secundário (atual ensino médio) na Escola Caetano de Campos finalizando-o em 1951.

Em 1953 tornou-se professora ao terminar o curso na Escola Normal Caetano de Campos, no tradicional prédio da Praça da República, na capital do estado.


Formatura na Escola Normal Caetano de Campos, São Paulo, capital. 1953.
Acervo: Mirian Marubayashi Hidalgo



Buscando se capacitar ainda mais, assistiu ao Curso de Alfabetização pelo Sistema Braile, em 1954, no Instituto de Cegos Padre Chico, em São Paulo, capital. No ano seguinte, ingressou no Magistério, indo lecionar na zona rural de Itapecerica da Serra, região metropolitana de São Paulo. Local de difícil acesso, quando chovia dependia de carona dos moradores da região para levá-la até a escola, uma vez que a estrada ficava intransitável para o ônibus de linha.


Primeiros alunos de Ruth, na zona rural de Itapecerica da Serra, SP. 1955.
Acervo: Mirian Marubayashi Hidalgo



Em 22 de julho de 1958, casou-se com Mitsuo Marubayashi, na Primeira Igreja Presbiteriana Independente à Rua Nestor Pestana, em São Paulo, SP. Passaram a morar em um apartamento na Rua Teixeira da Silva, próximo à Avenida Paulista. Em 9 de maio de 1959, nasceu sua filha Mirian.

O casal decidiu se transferir para Paraguaçu Paulista, em junho de 1959, para auxiliar na campanha eleitoral para prefeito do irmão, Hissagy Marubayashi, que não se elegeu. Em 1962 ingressou como professora do curso primário (ensino fundamental I) no Grupo Escolar Coronel Antônio Nogueira, onde lecionou para alunos do primeiro ano por muitos anos.


Professoras na escadaria do Grupão, Grupo Escolar Coronel Antônio Nogueira, e registro fotográfico recente à direita. 1975 e 2023. Da esquerda para direita, na primeira fila: Silvia Lucia de Morais Smith, Edmeia Freitas Nogueira, Helena Wirgues Ramos, Ruth Kishimoto Marubayashi. No meio: Lilia Gonçalves Oliveira, Eny Bruno Peralta, Gessy Ale Rosa, Izabel Eugenio Menegueti, Maida Zanirato. Atrás: Adilce Carim Xarafidini Dias, Nobuco Hashimoto Shiraishi, Elza Carim Xarafidini Bruschi, Lourdes Pires de Camargo Figueira, Norma Magali Simoneti Conde, Mirtes Mendes de Morais e Marisa Antunes Lopes.
Acervo: Mirian Marubayashi Hidalgo



Em 1 de dezembro de 1965, teve sua filha, Eliete, no Hospital do Servidor Público Estadual, em São Paulo, capital.

De vereador, eleito em 1964, seu esposo Mitsuo chegou ao cargo de Prefeito, em 1969. Ruth conciliou a função de professora primária com a intensa atuação na área social do município e com a participação em entidades beneficentes como a Sociedade das Mães e a Rede Feminina de Combate ao Câncer.


Ruth e a primeira turma de alunos que ministrou o segundo ano primário (atual ensino fundamental I), no Grupo Escolar Coronel Antônio Nogueira. 1976.
Acervo: Mirian Marubayashi Hidalgo



No ano de 1976 enfrentou dois desafios: passar a lecionar para alunos do segundo ano, depois de 15 anos alfabetizando no 1º ano e iniciou a graduação em Pedagogia, na Universidade de Marilia, UNIMAR, no curso noturno. Viajava com as amigas professoras de ônibus fretado desde Paraguaçu. Trancou matrícula em 1978, quando adoeceu.

O câncer de mama foi diagnosticado em julho de 1978. Fez radioterapia e cirurgia para retirada total da mama e esvaziamento ganglionar axilar. Em 30 de outubro foi internada no Hospital do Câncer A. C. Camargo, em São Paulo, com metástases óssea e cerebral. Faleceu em 16 de novembro, tendo sido velada no Hospital Albert Einstein e sepultada no Cemitério da Paz, em São Paulo.


Uma de suas últimas fotos, por ocasião da viagem familiar à Campos do Jordão. Dezembro de 1977.
Acervo: Mirian Marubayashi Hidalgo



Recebeu homenagens póstumas dando seu nome à Sede Social da Sociedade das Mães, aproximadamente em 1980; Delegacia de Ensino de Paraguaçu Paulista, em 2 de abril de 1986; e, Biblioteca Escolar Municipal de Paraguaçu Paulista, em 31 de julho de 2004.


Inauguração da Sede Social da Sociedade das Mães. Aproximadamente 1980. À direita, Mitsuo e sua mãe, Hagino Kishimoto.
Acervo: Mirian Marubayashi Hidalgo




Inauguração da Delegacia de Ensino de Paraguaçu Paulista. 2 de abril de 1986. Da esquerda para direita, prefeito Edvaldo Hassegawa, representante da Secretaria Estadual de Educação, Secretária de Educação do Município Darci Aparecida da Silva Ressuto, Mirian Marubayashi Hidalgo e Mitsuo Marubayashi.
Acervo: Mirian Marubayashi Hidalgo




Inauguração da Biblioteca Escolar Professora Ruth Kishimoto Marubayashi. 31 de julho de 2004. Da esquerda para direita: Chefe de Gabinete Edson Faria de Novaes, irmão da homenageada Isaac Kishimoto, Mitsuo, Mirian e Eliete.
Acervo: Mirian Marubayashi Hidalgo




Letra cursiva da Professora Ruth Kishimoto Marubayashi. Sem data.
Acervo: Mirian Marubayashi Hidalgo