Kinishi e Hideki Ishitani
Nascimento: 04/04/1942, em Paraguaçu Paulista, na fazenda Bunka
Casado com Euza Kasuko Ishitani e tem três filhos: Nilton Hideaki Ishitani, Fernando Yukio Ishitani e Edson
Kenji Ishitani
Engenheiro Civil formado pela EPUSP, Escola Politécnica da USP, professor de graduação e pós-graduação
aposentado (em 1999) na mesma escola.
Participei de intercâmbio técnico entre EPUSP e a Universidade Municipal de Osaka, Japão. Apresentei vários
trabalhos em diversos congressos no Brasil e no exterior.
Especialista em projetos estruturais de concreto armado e protendido como edifícios, pontes e viadutos, e obras
estaiadas - especialmente pontes e viadutos, com participação em vários projetos efetivamente executados.
Em esporte, fui jogador de beisebol infantil.
Irmãos:
Shigueki Ishitani – falecido (três filhas)
Toshihiko Ishitani – falecido
Hideki Ishitani (três filhos)
Terumi Noguti - viúva (casal de filhos)
Kaoru Ishitani_-(dois filhos)
Mario Ishitani – falecido (dois filhos – gêmeos)
Pais:
Pai: Kinichi Ishitani
Mãe: Kameko Ishitani
Kinichi entrou como clandestino em Los Angeles indo ao encontro de seu irmão mais velho. Lá trabalhou como
jardineiro (inclusive trouxe muitas ferramentas próprias para o sítio na Fazenda Bunka). Para regularizar sua
situação, foi arranjado o casamento com Kameko. Esta jovem havia sido mandada pelos meus avós, que eram nisseis
pescadores no Hawai, para ser educada no Japão junto aos parentes na província de Hiroshima, em Hatsukaichi.
O casal juntou-se a um grupo organizado, entre outros, pelo pastor Mori, da Igreja Presbiteriana, que comprou
uma área que foi subdividida e vendida para novos imigrantes, que passou a ser denominada Fazenda Bunka. Na sede
da referida Fazenda foi construída uma Igreja junto a um “Kai-kan”, que tinha um campo de beisebol anexo.
Kinichi adquiriu um sítio de mata virgem que foi preparado, inicialmente, para o plantio de café;
sucessivamente, de hortelã (durante a Segunda Guerra Mundial); milho; algodão; e, mandioca. Paralelamente,
implantou uma fábrica de farinha de mandioca que incentivou a plantação de mandioca em sítios vizinhos.
Posteriormente, a fábrica de farinha foi vendida para uma família de Londrina. Introduziu também, a avicultura
e, para aumentar a produção de ovos, instalou um conjunto gerador de eletricidade. De plantio passou à criação
de bois.
A escola primária em Bunka só atendia até o terceiro ano, de modo que, para prosseguir, era necessário ir para a
cidade de Paraguaçu. Os nikkeis, normalmente, iam para um internato onde após o término do primário poderiam
ingressar no curso ginasial na escola pública ou no Colégio Paraguaçu, que era mantido pelo Instituto Gammon, da
cidade de Lavras, Minas Gerais, cujo diretor à época, Célio Rodrigues Siqueira, veio anos depois, administrar a
escola Mackenzie em São Paulo.
Em 1956, mudou-se para São Paulo para permitir melhor educação para os filhos, fundando a Torki Industria de
Artefatos de Metais Ltda., tendo como carro chefe, o conjunto de panelas de alumínio - mais voltada para colônia
japonesa.
O filho Shigueki fez faculdade de engenharia civil e elétrica na Escola de Engenharia Mackenzie, da Universidade
Presbiteriana Mackenzie. Trabalhou na Usiminas desde a sua fundação em Ipatinga, Minas Gerais, onde se
aposentou.
Autorização:
Autorizo a publicação deste histórico no site do MEMORIAL