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Família de Rinsaburo Marubayashi

Texto de Mitsuo Marubayashi e Mirian Marubayashi Hidalgo, com a colaboração de Laura, Clara e Gilda Rishi, Helena e Marilda Komatsu





Rinsaburo, primogênito de Wasaburo e Tame Marubayashi, nasceu em Tanushimaru, atualmente bairro de Kurume, Província de Fukuoka, ilha de Kyushu, Japão. Veio ao Brasil por volta de 1914, seguindo os passos dos seus irmãos Kiujiro e Shigueta. Os irmãos Teruyo e Masutaro permaneceram no Japão, além de Toyojiro que posteriormente também imigrou.

Rinzaburo veio com a esposa Shigue Torigoe, cujo irmão Kojiro (futuramente sogro de Hissagy Marubayashi) também já havia imigrado para o Brasil. Inicialmente, o casal foi para a região mogiana, na Fazenda Canindé, no atual povoado do mesmo nome na cidade de Aramina. Tiveram os filhos: Laura Madoka, Kazuo, Massaki e Celina Matsuki.


Época do início do comércio. 1923. Shigue Torigoe com Celina Matsuki no colo. Kiujiro Marubayashi, Yoshitoshi Torigoe, Rinzaburo Marubayashi com os filhos Massaki, Laura Madoka e Kazuo.
Acervo: João Shiguetomi Matsuda


Posteriormente foram para Terra Roxa (PR) por um breve período e, finalmente, adquiriram e se estabeleceram na Fazenda Pitangueiras (±1928), região de Jaboticabal, onde prosperaram.

Viúvo, casou-se com a também viúva, Katsu, aproximadamente em 1935 e não tiveram filhos em comum. Esta havia imigrado ao Brasil com seu primeiro marido e com a filha Hissako Yoshimi (Mariquinha). Seu marido faleceu no navio durante a viagem ao Brasil. Com Rinzaburo criou os 5 filhos e, anos após, adotaram Yolanda, a caçula.

Durante a infância, Kazuo ficou surdo em decorrência de complicação do sarampo. Isso acontecia entre 5 e 10% dos casos.

Na Fazenda Pitangueiras, certo dia chegou a família do jovem imigrante Shigueru Komatsu (que posteriormente se tornaria genro), então com 14 anos, para trabalharem como colonos. Este se tornou o braço direito de Rinzaburo.

A filha Mariquinha se casou com Missao Komatsu, que apesar do mesmo sobrenome, não era parente de Shigueru e tiveram 4 filhos.

Por volta de 1938, a primogênita Laura Madoka se casou com Sakae Rishi e foi morar na capital paulista, onde teve os filhos Hideo, Clara e Gilda. Laura faleceu em 2012.


Casamento da filha Laura Madoka com Sakae Rishi. Da esquerda para direita, sentados: Katsu, Rinzaburo, Laura, Sakae, ? e ?. Em pé: ?, ?, Hissagy Marubayashi (sobrinho), Toshioki Kuroiwa com sua esposa, Tsurie (irmã da Torie, cunhada) com Anselmo Hideo no colo, Torie Marubayashi (cunhada), Shigueta (irmão), Toyojiro (irmão) e ? ±1938.
Acervo Jorge Hissakane Marubayashi



Kazuo e Massaki acompanharam Laura e foram estudar em São Paulo. Kazuo se casou com Margarida Shizuka, também surda-muda, e não tiveram filhos. Massaki se casou com Ludivina e teve o filho Roberto.


Rinzaburo e Katsu Marubayashi, com os filhos do 1º casamento e genros. ±1943.
Acervo Jorge Hissakane Marubayashi



Em 1943, Shigueru Komatsu se casou com a filha de Rinzaburo, Celina. Tiveram 5 filhos: Liogi, Helena, Elisabeth, Sergio e Marilda. Como havia completado o 1º grau no Japão, acompanhou o sogro quando este decidiu se estabelecer na cidade de Jaboticabal e entrar para o ramo do comércio. Inicialmente com secos e molhados e, depois, com um bar. Tempos depois, Shigueru passou a atuar como caixeiro viajante na região, quando uma enfermidade o acometeu.

Como já havia fechado o comércio e era o período da 2ª Guerra Mundial, o casal Rinzaburo e Katsu se mudaram para Paraguaçu Paulista, tendo sido acolhidos pelas famílias dos irmãos de Kiujiro, já falecido, e Toyojiro.

Mariquinha havia se casado em segundas núpcias com Yamamoto e se estabelecido em um sítio em Ourinhos. Tiveram 5 filhos. Yamamoto conseguiu emprego para o cunhado Shigueru Komatsu na Cooperativa, em Ourinhos, e este se transferiu de Jaboticabal com a esposa Celina, filhos e a cunhada Yolanda. Após viverem um período em uma pensão, montaram uma casa e chamaram os pais para mudarem de Paraguaçu Paulista, se juntando a eles. Rinzaburo ficou na cidade de Ourinhos trabalhando no depósito da Cooperativa, mas Katsu preferiu ficar no sítio, com a filha Mariquinha. Assim se dividiam entre o sítio e a cidade.

O vínculo com Paraguaçu Paulista se manteve forte, ao ser o local de residência da maioria de seus familiares. Visitava-os sempre que possível.


Visita à Paraguaçu Paulista. 7 de setembro de 1961. Sentados da esquerda para direita: Toyojiro (irmão), Rinzaburo (de óculos), Torie (cunhada, viúva do irmão Kiujiro) e Hatsue Sassada (cunhada, viúva do irmão Shigueta). De pé: Sobrinhos Massanori Yendo, Hideo, Shigueyuki, Massao, Hissagy e Kazue Marubayashi. Agachados: Sobrinhos Kooti Kussima, Paulo, Kikue, Mitiko, Tomie, Kinuko e Mitie Marubayashi.
Acervo Jorge Hissakane Marubayashi



Em uma das visitas à casa de sua filha Laura, em São Paulo, Rinzaburo caiu e fraturou a bacia. Foi submetido à cirurgia, mas não conseguiu voltar a caminhar sem muletas. Faleceu ±1964. Katsu seguiu morando com a Mariquinha até sua morte em ±1968. Shigueru Komatsu faleceu em 10 de janeiro de 1989. Celina permaneceu em sua casa (mantida como ponto de encontro até hoje – 2025 - pelos filhos) e em 2005 se transferiu para a capital para ficar próxima dos filhos até falecer em 16 de junho de 2007.


Laura Madoka e Sakae Rishi. ±1980
Acervo Gilda Cazuko Rishi



Segundo sua neta, Helena, Rinzaburo gostava muito de conversar com as pessoas. De relacionamento fácil, fazia muitos amigos e sempre estava sorridente.